Display de ponto de venda costuma ser pedido pelo formato: "quero um totem", "quero um display de chão". O problema é que formato é consequência, não ponto de partida.
A pergunta que organiza a escolha é outra: o que essa peça precisa fazer com quem passa?
São três trabalhos possíveis, e cada um pede um formato diferente.
Trabalho 1: parar quem está passando
Aqui a peça compete com o movimento do corredor. Precisa ser vista de longe, entendida em dois segundos e ocupar espaço suficiente para interromper o caminho.
Formato que resolve: display de chão, totem alto, peça recortada em tamanho real.
O que importa nesse caso:
- altura, que é o que dá alcance visual acima das cabeças;
- uma mensagem só, legível a cinco metros;
- base pesada o bastante para aguentar esbarrão;
- silhueta reconhecível, porque contorno chama mais atenção que retângulo.

Trabalho 2: organizar e atender
Aqui a peça não precisa parar ninguém, porque quem chega já parou. Ela precisa receber, dar lugar ao atendimento e sustentar a marca durante a conversa.
Formato que resolve: balcão de PDV, ilha, quiosque, com ou sem testeira suspensa.
O que importa:
- altura de trabalho confortável para quem atende em pé;
- superfície útil, para material, tablet ou produto;
- testeira, que é o que dá o alcance visual que o balcão sozinho não tem;
- estrutura que aguente uso diário, e não só uma feira de fim de semana.

Trabalho 3: acompanhar o produto
Aqui a peça é pequena e mora junto da mercadoria. Ela não chama de longe: ela informa quem já está com o produto na mão.
Formato que resolve: display de mesa, porta-folheto, expositor de balcão, peça de gôndola, wobbler.
O que importa:
- não roubar espaço do produto;
- aguentar ser mexido o dia inteiro;
- em produção seriada, sair idêntico em todas as unidades da rede.
Comparando por objetivo
| Parar quem passa | Organizar o atendimento | Acompanhar o produto | |
|---|---|---|---|
| Formato | Chão, totem, recortado | Balcão, ilha, quiosque | Mesa, gôndola, balcão |
| Distância de leitura | Vários metros | Poucos metros | Na mão |
| Prioridade | Silhueta e altura | Ergonomia e estrutura | Não atrapalhar o produto |
| Quantidade típica | Poucas unidades | Uma por ponto | Série |
| Vida útil esperada | Campanha | Permanente | Campanha |
O material segue o uso, não o contrário
Peça de campanha que fica três semanas e peça de loja que fica três anos não pedem o mesmo material. Vale dizer o tempo de uso no briefing, porque é isso que define a escolha:
- PVC expandido para peça leve, recortada, de uso interno;
- acrílico onde há transparência, brilho ou necessidade de resistência;
- ACM e composite onde a peça é grande e precisa ficar plana sem ondular;
- MDF onde há estrutura, apoio e carga.
A impressão UV entra em todos eles, porque cura direto no material, sem adesivo intermediário e sem borda descolando.
O que mandar para orçar
Quanto mais disso vier junto, mais próxima a proposta chega do que você realmente precisa:
- Onde a peça vai ficar. Loja, corredor, feira, recepção.
- Quanto tempo vai ficar. Uma campanha ou permanente.
- Quantas unidades. Uma ou série.
- Que altura faz sentido. Se não souber, diga se é para ver de longe ou de perto.
- Sua marca em vetor, se tiver. Se não tiver, mande o que houver.
- Se a arte vai mudar. Se sim, o projeto já nasce com painel substituível.
Em resumo
Escolha pelo trabalho, não pelo formato. Peça que precisa parar quem passa pede altura e silhueta. Peça que atende pede estrutura e ergonomia. Peça que acompanha o produto pede discrição e repetição.
Errar isso custa caro de um jeito específico: a peça fica bonita, ocupa espaço na loja e não faz o serviço para o qual foi comprada.
Perguntas frequentes
Qual a quantidade mínima?
Produzimos a partir de uma unidade. Peça única e produção seriada têm custos por peça diferentes, porque a preparação do arquivo e do corte se dilui na quantidade.
O display aguenta ficar em corredor de shopping?
Depende da base e do material. Peça alta com base leve tomba com esbarrão. Onde há circulação intensa, a base precisa ser dimensionada para isso, e às vezes vale peça mais baixa e mais larga.
Dá para trocar só a arte e reaproveitar a estrutura?
Em muitos casos sim, e é o que faz sentido para campanha que muda. A estrutura fica, e o painel impresso é substituído. Vale dizer isso no briefing, porque muda o projeto desde o começo.
Vocês entregam montado?
Montamos e entregamos. A peça chega pronta, sem etapa de montagem por sua conta.







